
Após um mês de reformas, o Teatro Folha (centro de São Paulo) reabre as portas neste fim de semana com visual novo.
As mudanças no local --que completou dez anos em novembro de 2011-- incluem a troca do carpete e do estofamento das poltronas, pintura das paredes (agora vermelhas), maior iluminação e sinalização.
Também foi ampliada a "bombonnière" e reformulada a fachada, que terá monitores exibindo a programação.
"O teatro ficou mais moderno e ecológico", diz Isser Korik, diretor artístico da casa.
Duas estreias marcam a reinauguração e três espetáculos voltam ao palco do teatro.
Em março, outros dois novos espaços abriram na cidade (leia mais abaixo), o que reforça a vocação de São Paulo para as artes cênicas.
FATOS - TEATRO FOLHA
Mais de 300 espetáculos passaram pelo teatro
2.000.000 de espectadores a casa já recebeu
2001 foi o ano que marcou a abertura do teatro com a peça "Fim de Jogo", com Edson Celulari e Cacá Carvalho
1º a ocupar um shopping de São Paulo
305 é a capacidade para pessoas
Premiado drama reabre a casa
Vinda de uma passagem pelo Festival de Curitiba, a peça "Equus", dirigida por Alexandre Reinecke, marca a reabertura do Teatro Folha neste fim de semana.
O premiado texto de Peter Shaffer, encenado pela primeira vez em 1973, fala de Martin Dysart (Elias Andreato), psiquiatra que investiga os motivos que levaram Alan Strang (Leonardo Miggiorin) a cometer um crime: cegar cinco cavalos.
Os impulsos aparentemente cruéis do rapaz vão sendo destrinchados e questionados em cena. Aos poucos, o médico é conduzido a enfrentar seus próprios temores e a discutir conceitos de normalidade e paixão.
"Alan é um personagem muito denso", diz Miggiorin. "No decorrer da trama, você percebe que ele é apenas um ser humano."

Baseada na famosa história do francês Julio Verne e dirigida por Carla Candiotto, a montagem da companhia Solas de Vento usa sucata para compor o cenário e os meios de transporte utilizados pelos personagens Mr. Fog, um curioso lorde inglês, e seu fiel criado francês, Passepartur.
Os atores Bruno Rudolf e Ricardo Rodrigues protagonizam as aventuras da viagem por meio de técnicas acrobáticas e muito movimento. Projeções ao vivo colorem o palco.
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INFANTIL - "Os Saltimbancos"
Há três anos em cartaz, o musical dirigido por Fezu Duarte retorna à programação do teatro.
Escrito por Sergio Bardotti e Luis Enrique Bacalov e adaptado por Chico Buarque, o espetáculo apresenta quatro animais --um jumento, uma galinha, um cachorro e uma gata-- que empreendem uma jornada rumo à cidade em busca do sonho da vida artística.
A montagem conta com divertidas coreografias ao som da trilha original e de músicas pop infantis.
Informe-se sobre a peça
HUMOR - "Seleção de Humor Stand-Up"
Celeiro de novos talentos do "stand-up comedy", o espetáculo atingiu a marca de 180 mil espectadores em três anos de temporada e retorna ao palco do Teatro Folha para sessões à meia-noite das sextas e sábados.
A partir de observações do cotidiano, os comediantes Maurício Meirelles, Ben Ludmer, André Bernardes, Fabio Lima, Marcela Leal, Mell Maher (foto), Patrick Maia, Rudy Landucci e Zé Neves improvisam situações.
Os humoristas têm apenas um microfone e o palco vazio como cenário.
O show também recebe nomes consagrados do humor como convidados.
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Novos teatros abriram no último mês
TEATRO DO NÚCLEO EXPERIMENTAL
Há um mês a rua Barra Funda (zona oeste de São Paulo) ganhou uma nova casa. O Teatro do Núcleo Experimental surgiu por uma vontade do grupo de ter espaço próprio para expor seus trabalhos.
Encontraram o galpão de 450 m² que antes abrigava uma gráfica. Quem chega ao local, dá de cara com um café que ocupa o hall. O espaço cênico é uma caixa preta que se modifica de acordo com a peça apresentada.
Atualmente a companhia encena a montagem "As Troianas - Vozes da Guerra", que transpõe para os campos de concentração nazistas a tragédia grega de Eurípides.

TEATRO GEO
A plateia do teatro GEO, no Ohtake Cultural, que entrou para o circuito cultural paulistano em 30 de março
O prédio que abriga o Instituto Tomie Ohtake (zona oeste de São Paulo) também dá lugar às artes cênicas desde o fim de março.
O Teatro GEO ocupa quatro pavimentos do edifício, com espaço para mais de 600 pessoas e um palco italiano de 25 metros de largura.
O local ainda conta com um pequeno café e uma sala multifuncional.
Está em cartaz na casa a peça "Vermelho", texto do norte-americano John Logan. Em cena, Antonio Fagundes e o filho Bruno interpretam o pintor Mark Rothko e seu assistente. A direção é de Jorge Takla.
Informe-se sobre a peça
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