BLOGGER FABIO LAZARINI

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

SERRA PASSEIA POR TREM EM SÃO PAULO E É COBRADO A VOLTAR NA HORA DO RUSH...(SÃO PAULO NEWS)...

O candidato do PSDB à Prefeitura de SP, José Serra, e o governardor Geraldo Alckmin (esq.) em trem da CPTM

Durante visita a uma estação da CPTM na zona sul da capital nesta sexta-feira, o candidato do PSDB a prefeito de São Paulo, José Serra, foi cobrado por eleitores pela lotação do transporte sobre trilhos e por ter abandonado a prefeitura para disputar o governo em 2006. Ele estava ao lado do governador Geraldo Alckmin, também do PSDB.

Ao entrar em um trem na estação Berrini, um pequeno grupo questionou por que Serra não fazia campanha no horário de pico: "Vem aqui às 18h para ver como a gente fica", gritou um dos passageiros. A visita ocorreu por volta das 13h.

O deputado Orlando Morando (PSDB), que acompanhava Serra, retrucou: "Foi ele quem reformou isso aqui, esse trem novo foi ele quem trouxe".

Não surtiu efeito: "Isso é obrigação de político", respondeu o manifestante.
Serra e Alckmin mantiveram-se impassíveis.

Ao sair do trem na estação Pinheiros para tomar o metrô, novas manifestações: "Só vem aqui para ganhar voto", disse um usuário.

Um estudante que seguiu Serra durante todo o percurso continuou a ofendê-lo e foi abordado por um dos seguranças de Alckmin e por Morando.

Após a conversa com os dois, o estudante gritou: "Seu pessoal me chamou de babaca e disse que eu voto em mensaleiro. Isso é falta de respeito. Eles não sabem em quem eu voto. Manda votar nele de novo para ele abandonar a prefeitura."

Em entrevista do lado de fora da estação Faria Lima, Serra disse que as cobranças desse tipo são "naturais". "É natural as pessoas quererem mais trem e mais metrô mesmo depois de todo o nosso investimento."

Ele prometeu ampliar a destinação de recursos municipais para os transportes sobre trilhos, disse que quatro obras do metrô estão em andamento, inclusive duas para desafogar a linha 9, onde ouviu as primeiras críticas.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

RADIAÇÃO CAUSA DEFORMIDADES EM BORBOLETAS QUE VIVEM EM FUKUSHIMA...(JAPÃO)

Borboletas de Fukushima com anomalias (asas de tamanho desigual ou amarfalhadas)

Ainda não se conhecem os efeitos sobre a saúde humana do acidente nuclear que afetou Fukushima, no Japão, no ano passado. Mas cientistas japoneses já flagraram deformidades ligadas à radiação em borboletas que vivem na área do desastre.

Os efeitos, que incluem asas de tamanho desigual ou amarfalhadas, antenas com pontas duplas e olhos malformados, estão descritos em artigo na revista especializada "Scientific Reports".

A equipe liderada por Atsuki Hiyama, da Universidade das Ilhas Ryukyu, coletou borboletas da espécie Zizeeria maha. Elas são consideradas bons indicadores do estado do ambiente porque seu organismo é sensível a alterações ambientais.

Insetos que viviam nas vizinhanças do acidente foram coletados em maio e setembro de 2011 (o acidente ocorreu em março, quando os bichos estavam na forma de larva). Nas borboletas capturadas em março, já havia aberrações morfológicas leves, em 12% dos casos.

Alguns dos animais coletados foram então cruzados em laboratório, tanto entre si quanto com borboletas de outros locais.

O que os cientistas viram foi um aumento gradativo das anormalidades ao longo das gerações --aumento que também se verificou com as borboletas coletadas mais tarde na natureza.
Para os cientistas, os dados servem como sinal de alerta.

NASA RECEBE FOTOS COLORIDAS DO JIPE EM MARTE VISTO DA ÓRBITA...(EUA)

Primeira imagem colorida do jipe Curiosity tirada por sonda em órbita de Marte; o jipe é o ponto azul

A primeira imagem em cores feita por uma sonda em órbita de Marte do jipe Curiosity mostra detalhes das rochas da cratera Gale. A região será investigada pelo aparelho, que chegou ao planeta no dia 6 de agosto.

Imagens anteriores, sem cores, haviam mostrado o momento do pouso do jipe, quando seus paraquedas estavam abertos. A nova foto foi tratada para ter suas cores exageradas e destacar as diferenças entre as rochas e o ponto onde o jipe desceu, que aparece em azul.

Enquanto isso, o Curiosity terminou uma transição que levou quatro dias e adaptou seus computadores para se movimentar pelo planeta e usar os instrumentos em seu braço robótico.

Enquanto ainda estava no fim de sua viagem até Marte e ainda durante a descida, o jipe usou um software específico para essas tarefas. Agora, essas funções não são mais necessárias.

De acordo com o Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, o primeiro passeio do jipe deve ocorrer dentro de uma semana, de vai incluir trajetórias para frente e para trás e uma virada. O Curiosity tem um motor em cada uma de suas seis rodas. Antes do primeiro uso, os controles do motor serão testados.
Depois, o braço robótico será testado.

Os pesquisadores estão analisando as imagens feitas pelo Curiosity para identificar alvos a serem investigados perto de onde o jipe está e na região do monte Sharp.

De acordo com um comunicado da Nasa, a chegada até as camadas de rocha sedimentar do monte Sharp, alvo principal da missão do jipe, deve consumir o primeiro ano da operação.

O objetivo principal é saber se Marte tem os ingredientes básicos da vida e condições ambientáveis favoráveis à existência de micróbios.

O jipe é duas vezes mais comprido e cinco vezes mais pesado que os anteriores Spirit e Opportunity, de 2003.

Observações feitas da órbita mostraram a possibilidade de ter existido água no planeta.

CINCO DICAS PARA USAR MELHOR SEU CARTÃO DE CRÉDITO E EVITAR PROBLEMAS...


Embora muitas pessoas tenham medo de utilizar o bom e velho cartão de crédito e até o culpem por seus problemas financeiros pessoais, ele pode ser uma ótima ferramenta, se bem utilizado. Seguem algumas dicas importantes para um uso saudável:

1)     Ao pagar com cartão de crédito, guarde sempre o canhoto. Faça um controle de todos os gastos em uma planilha até receber a fatura - Evite surpresas!

2)     Não espere a anuidade do cartão ser renovada automaticamente, procure o banco antecipadamente – muitas vezes esta tarifa pode ser negociada com desconto ou até com isenção, de acordo o perfil do cliente e relacionamento com o banco ou administradora

3)     Não se esqueça, como a maioria dos usuários, de trocar as milhas no cartão por benefícios. Geralmente, esses pontos podem ser convertidos em bilhetes aéreos, diárias de hotéis, aluguéis de carro, jantares, dentre outros.

4)     Caso não tenha desconto à vista nem no cartão de débito, opte pelo pagamento no cartão de crédito, uma vez que você compra agora e paga somente no próximo mês.  Caso seja um consumidor assíduo, um segundo ou terceiro cartão pode permitir a escolha da melhor data de compra.

5)     Gaste no cartão somente o que pode pagar. Nunca deixe uma fatura em aberto, os juros do cartão são os mais altos ( em alguns casos, ultrapassam 300% ao ano).  Caso não tenha dinheiro em conta para cobrir toda fatura, vá a um banco e pegue um empréstimo a uma taxa menor para quitar a dívida no cartão.
Boas compras, mas sempre tenha cautela...

Maiores detalhes deste assunto e outras dicas sobre finanças pessoais podem ser encontradas no link Como Passar de Devedor para Investidor”, da Editora Cengage 

Post com colaboração   Fabio Sousa que é  MBA de Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas e Sócio-diretor da FTN  (www.ftnconsultoria.com.br)

sábado, 2 de junho de 2012

FACEBOOK FICA FORA DO AR EM AO MENOS 7 PAÍSES...(WORLD NEWS)...

 facebook

Em alguns países o Facebook ficou fora do ar nesta sexta-feira.

De acordo com o serviço "Just-Ping", que analisa a estabilidade de sites, o Facebook ficou fora do ar por cerca de 40 minutos em Estocolmo, Xangai, Copenhague, Oslo, Lisboa, San Francisco e Moscou.

No Brasil, não houve relatos do problema.

 nova sede do facebook

Logo quando as falhas foram percebidas, o perfil  YourAnonNews, que se diz associado ao Anonymous, tuitou mensagens comemorando o fato e utilizando a hastag #OpFacebook, o que poderia sugerir que o grupo tivesse sido o autor de um ataque ao Facebook.

No entanto, horas depois, o perfil publicou no Twitter que "nunca atacaria o Facebook" e afirmando que não teria motivo para atacar uma ferramenta que, segundo o YourAnonNews, serve para espalhar informações de integrantes do Anonymous.

grupo de hackers anonymous

Em comunicado ao site "ComputerWorld", um porta-voz do Facebook afirmou que as instabilidades não aconteceram por conta de ataques. No entanto, ele não disse o que poderia ter causado tais falhas.

PRÓXIMA DIMENSÃO DO GOOGLE MAPS DEVE SER ANUNCIADA EM EVENTO NO DIA 6 DE JUNHO...(WORLD NEWS)...


O Google enviou à imprensa internacional um convite para evento no qual pretende anunciar "uma nova dimensão do Google Maps" na próxima quarta-feira (6).
Sites internacionais, como o "Next Web", acreditam que o convite sugere alguma novidade relacionada a tecnologia em três dimensões.

A apresentação será feita por Brian McClendon, vice-presidente do setor de Google Maps e Google Earth da empresa.

O convite ainda promete novidades que vão "ajudar pessoas a ir para onde elas quiserem --tanto física quanto virtualmente".

O evento ocorrerá uma semana antes da WWDC, conferência de desenvolvedores da Apple, na qual a empresa deve anunciar um serviço concorrente do Google Maps.

Rumores anteriores sugerem que o próximo serviço da Apple também contará com tecnologias em três dimensões.

PALCO DE BRASIL X MÉXICO CUSTOU R$2,2 BILHÕES...DALLAS...(WORLD NEWS EUA)

 Arquibancadas do Dallas Cowboys Stadium

As 75 mil cadeiras são confortáveis como poltronas de cinema.

A seleção brasileira enfrenta o México neste domingo, às 16h06 (de Brasília), em Dallas. Em visita guiada por Brett Daniels, diretor de comunicação e planejamento de eventos do Dallas Cowboys, a Folha pôde observar de perto a grandiosidade do estádio em que a seleção vai jogar.

 Telão do estádio do Dallas Cowboys, palco de Brasil x México

Inaugurado em 2009, o Dallas Cowboys Stadium custou R$ 2,2 bilhões, o dobro das arenas mais caras da Copa do Mundo de 2014.

Sua capacidade pode chegar a 110 mil pessoas. Há uma espécie de balcão que circula os anéis de arquibancadas, para o torcedor ver o jogo de pé --de preferência consumindo.

Sao incontáveis as opções de bares e restaurantes ao longo do estádio.

Funcionários trocam o gramado do Dallas Cowboys Stadium

Os telões são uma atração à parte: dois deles medem 49 x 22 metros, ficam pendurados a 30 metros do campo e transmitem o jogo em tempo real, sem delay.

O estádio tem seis vestiários, mas dois deles nunca são cedidos a visitantes, como Brasil e México: o dos Cowboys e o das cheerleaders, que são tratadas como estrelas pelo time de futebol americano.

EX-PRESIDENTE MUBARAK PEGA PRISÃO PERPÉTUA...(WORLD NEWS CAIRO)...

Hosni Mubarak chega de maca para julgamento em tribunal do Cairo em 21

 ex-presidente do Egito Hosni Mubarak

Os advogados de  informaram que vão apelar contra a condenação à prisão perpétua do ex-presidente do Egito pela morte de manifestantes.

A partir deste sábado (2), os defensores de Mubarak têm 60 dias para apresentar um recurso à Justiça, disse à Agência Efe Mahmoud Hashim, advogado de dois ex-assessores do Ministério do Interior que foram julgados com Mubarak sob a mesma acusação, mas acabaram absolvidos por falta de provas.

Já Habib al Adli, ex-titular da pasta, foi condenado, assim como o ex-presidente, à prisão perpétua.
Mubarak, de 84 anos, e seus dois filhos, Gamal e Alaa, foram absolvidos nos processos por crimes de corrupção.

Hashim acrescentou que a equipe de defesa do ex-presidente apelará contra a sentença depois que o tribunal divulgar, nesta semana, os fundamentos jurídicos da decisão, como diz a lei do país. O advogado acrescentou que a procuradoria também tem 30 dias para apelar, mas disse não saber se ela o fará.

O ex-chefe de Estado foi levado para o hospital da penitenciária de Tora após a sessão de hoje, na qual a justiça ordenou sua transferência. Até então, Mubarak estava internado em um centro médico do Cairo por motivos de saúde. Ao chegar ao local, sofreu uma crise cardíaca, segundo informação da rede de TV estatal egípcia.


Segundo a TV estatal, o ex-presidente sofreu um “ataque agudo e repentino” no momento em que aterrissava o helicóptero que o trazia desde a Academia de Polícia, onde o Tribunal Penal do Cairo emitiu hoje sua sentença de condenação.

Logo após a leitura da sentença, centenas de opositores de Hosni Mubarak enfrentaram a polícia do lado de fora da sede do tribunal que o condenou à prisão perpétua.

Como pôde ser constatado pela reportagem da Agência Efe, os confrontos começaram quando os manifestantes anti-Mubarak concentrados na rua em frente à Academia de Polícia do Cairo, onde o julgamento foi realizado, tentaram impedir a passagem de um furgão policial.

Os agentes antidistúrbios que tentaram dispersar os manifestantes foram alvo de pedradas, mas conseguiram fechar uma estrada próxima para evitar o aumento do número de participantes do protesto.

Mubarak foi condenado hoje à prisão perpétua pelo Tribunal Penal do Cairo que o declarou culpado pelo assassinato de manifestantes durante a revolução que levou à sua renúncia em fevereiro de 2011.

O ex-ministro do Interior Habib al Adli recebeu a mesma sentença por este crime. Já seis de seus ajudantes foram absolvidos por falta de provas de seu envolvimento, segundo o tribunal.

A corte, presidida pelo juiz Ahmed Refaat, também absolveu Mubarak, seus dois filhos, Alaa e Gamal, e o empresário Hussein Salem, julgado à revelia, das acusações de enriquecimento ilícito e danos aos recursos públicos por considerar que esses crimes prescreveram.

A procuradoria havia pedido a pena de morte para Mubarak, acusado de ter ordenado disparos contra manifestantes durante os protestos que começaram no país em 25 de janeiro de 2011 e pediam o fim de seu regime.


SKOL SENSATION DEVE LEVAR 40 MIL AO ANHEMBI;FIQUE POR DENTRO DE TUDO...(WORLD NEWS SÃO PAULO)...

SKOL SENSATION evento que deve levar 40 mil pessoas no Anhembi (zona norte de São Paulo) neste sábado (2)

Cerca de 40 mil pessoas são esperadas para a quarta edição do Skol Sensation, que ocorre neste sábado (2). O evento de música eletrônica traz uma série de atrações internacionais e conta com uma megaestrutura.

O palco, por exemplo, tem o formato de uma pirâmide e pode ser explorado pelo público durante a festa.

Como nas edições anteriores, o "dress code" exige todo mundo vestido de branco.

Também há espaço para algumas extravagâncias, como o ingresso que dá direito a chegar ao evento em um helicóptero (R$ 2.000).

Os destaques da programação, que não teve horários divulgados, ficam por conta dos DJs Fedde Le Grand, dono do hit "Put Your Hands Up for Detroit" e parceiro de artistas como Madonna, e Armand Van Helden, que, no projeto Duck Sauce, emplacou "Barbra Streisand" nas pistas.

Para não perder:

» Onde: Anhembi - av. Olavo Fontoura, 1.209, Santana
» Quando: sáb. (dia 2). Abertura dos portões: 19h30. Início: 22h30. Encerramento: 5h30
» Classificação: proibido para menores de 18 anos
» Ingressos: R$ 230 a R$ 2.000,


pelo telefone 4003-5588 ou pelo site www.skolsensation.com.br (e pontos de venda espalhados pela cidade)

Atrações:
Mr. White
Dennis Ferrer
Armand Van Helden
Fedde Le Grand
Joris Voorn
2000andOne
Wehbba


Onde estacionar:

Unipare (r. Voluntários da Pátria, 344); Big Park (r. Voluntários da Pátria, 499); Sambódromo
(r. Professor Milton Rodrigues - portão 30); Aeronáutica (av. Olavo Fontoura, 1.500)


Dicas:

- O traje branco é obrigatório, mas pode ter algumas estampas.

Sapatos e acessórios podem ser coloridos, mas casacos de outras cores devem ser deixados na chapelaria

- Haverá ônibus grátis do evento na estação Tietê

- Não será permitida a entrada de pessoas portando malabares, guarda-chuvas, câmeras, alimentos, copos, latas, garrafas, roupas de time de futebol, flyers, folderes, substâncias tóxicas, objetos cortantes ou pontiagudos e armas

- A estrutura conta com praça de alimentação, chapelaria e ambulatórios

- Para comer ou beber, é preciso comprar fichas nos caixas. Para evitar filas, faça isso assim que chegar

segunda-feira, 14 de maio de 2012

JOVENS "ESCULACHAM" MILITAR QUE TERIA TORTURADO DILMA ROUSSEF DURANTE A DITADURA...(WORLD NEWS SÃO PAULO)...


SÃO PAULO - Organizada pelo Levante Popular da Juventude, cerca de 80 pessoas protestaram nesta segunda-feira diante do prédio onde mora o tenente-coronel reformado Maurício Lopes Lima, no Guarujá, litoral de São Paulo.

O "esculacho" foi feito em razão da atuação do militar na operação Bandeirante. Lima foi um dos militares que participaram da prisão da então guerrilheira Dilma Roussef e teriam torturado a presidente. Ele é acusado de outras torturas pelas famílias de presos políticos.

O Ministério Público Federal já move ação civil pública contra ele em razão da morte de Virgílio Gomes da Silva, um dos seqüestradores do embaixador norte-americano Charles Elbrick, em 1969.

O tenente-coronel de reserva nega as torturas e a morte de Virgílio. Os jovens saíram de São Paulo por volta das 07h30 em dezenove carros rumo ao Guarujá.

Diante do prédio do militar eles tocaram tambores, cantaram músicas, gritaram palavras de ordem e fizeram encenações de torturas que teriam ocorrido nos porões da Ditadura.

Chamada de comissão de ornamentação, um grupo de jovens pichou a calçada de prédio com os dizeres: "Aqui mora um torturador".

Também foram colocadas faixas de denúncia. Uma delas dizia que Lima teria torturado a presidente Dilma. Sozinho em seu apartamento o militar não respondeu ao protesto.

- Sob a aparência de um senhor aposentado se esconde um monstro que assassinou camaradas, trabalhadores e estudantes e hoje está aqui desfrutando a boa vida - disse um dos organizadores do evento.

O Levante tem a participação de estudantes universitários e jovens ligados a movimentos sociais.

Lopes nega ter torturado qualquer preso, incluindo a presidenta, mas admite que a tortura era um procedimento comum à repressão. Em entrevista ao jornal A Tribuna, de Santos, em 2010, declarou: “Eu sou uma testemunha da tortura. Sim, eu sou. (…) a tortura, no Brasil, era uma coisa comum (…) da polícia nossa.”

Em entrevista em 2003 ao jornalista Luiz Maklouf Carvalho, Dilma foi perguntada de quem apanhava quando estava presa e respondeu: “O capitão Maurício sempre aparecia”.

Dilma, que era uma das líderes da VAR-Palmares, foi presa em 16 de janeiro de 1970. Ela foi brutalmente torturada e seviciada, submetida a choques e pau-de-arara durante 22 dias.

No depoimento à Justiça Militar, em Juiz de Fora, em 18 de maio, cinco meses depois de ser presa, Dilma deu detalhes da tortura no Dops. “Repete-se que foi torturada física, psíquica e moralmente; que isso de seu durante 22 dias após o dia 16 de janeiro (dia em que foi presa)”, diz trecho do depoimento.

Tenente-Coronel Reformado Maurício Lopes Lima 

Dilma Roussef durante a ditadura
 Ditadura Militar


Abaixo, leia a entrevista publicada pela Folha de S. Paulo, no 21 de junho de 2005, concedida em 2003 ao jornalista Luiz Maklouf Carvalho.

Que lembranças a sra. guardou dos tempos de cadeia?
Dilma Rousseff – A prisão é uma coisa em que a gente se encontra com os limites da gente. É isso que às vezes é muito duro. Nos depoimentos, a gente mentia feito doido. Mentia muito, mas muito.

Em um dos seus depoimentos da fase judicial, a sra. denunciou que o capitão Maurício foi ameaçá-la de tortura por estar indignado com as propositais contradições de seus depoimentos.
Dilma – Voltei várias vezes para a Oban, a Operação Bandeirante. Descobriam que uma história não fechava com a outra, e aí voltava. Mas aí eu já era preso velho. Preso velho é um bicho muito difícil de pegar na curva. Preso novo, você não sabe o tamanho da dor.

Como era essa história de mentir diante da tortura?
Dilma – A gente tinha que fazer uma moldura e só se lembrar da moldura, da história que se inventava, e não saía disso. Tinha que ter uma história. Na relação do torturador com o torturado a única coisa que não pode acontecer é você falar “não falo”.

Se você falar “não falo”, dali a cinco minutos você pode ser obrigado a falar, porque eles sabem que você tem algo a dizer. Se você falar “não falo”, você diz pra eles o seguinte: “Eu sei o que você quer saber e não te direi”.

Aí você entrega a arma pra ele te torturar e te perguntar. Sua história não pode ser “não falo”. Tem que ser uma história e dali para a frente você não sabe mais nada, não pode saber.

Pergunta – É um jogo difícil.
Dilma – É uma arte. A dificuldade é convencê-lo de que você não sabe mais do que aquela moldura. Não é um jogo só de resistência física, é de resistência psíquica. Até porque uma das coisas que você descobre é que você está sozinho.

Quais são as cenas que estão vindo na sua cabeça, agora?
Dilma – Eu lembro de chegar na Operação Bandeirante, presa, no início de 70. Era aquele negócio meio terreno baldio, não tinha nem muro, direito. Eu entrei no pátio da Operação Bandeirante e começaram a gritar “mata!”, “tira a roupa”, “terrorista”, “filha da puta”, “deve ter matado gente”. E lembro também perfeitamente que me botaram numa cela. Muito estranho.

Uma porção de mulheres. Tinha uma menina grávida que perguntou meu nome. Eu dei meu nome verdadeiro. Ela disse: “Xi, você está ferrada”. Foi o meu primeiro contato com o esperar.

A pior coisa que tem na tortura é esperar, esperar para apanhar. Eu senti ali que a barra era pesada. E foi. Também estou lembrando muito bem do chão do banheiro, do azulejo branco. Porque vai formando crosta de sangue, sujeira, você fica com um cheiro…

Por onde a tortura começou?
Dilma – Palmatória. Levei muita palmatória.

Quem batia?
Dilma – O capitão Maurício sempre aparecia. Ele não era interrogador, era da equipe de busca. Dos que dirigiam, o primeiro era o Homero, o segundo era o Albernaz. O terceiro eu não me lembro o nome. Era um baixinho.

Quem comandava era o major Waldir [Coelho], que a gente chamava de major Lingüinha, porque ele falava assim [com língua presa].

Quem torturava?
Dilma – O Albernaz e o substituto dele, que se chamava Tomás. Eu não sei se é nome de guerra. Quem mandava era o Albernaz, quem interrogava era o Albernaz.

O Albernaz batia e dava soco. Ele dava muito soco nas pessoas. Ele começava a te interrogar. Se não gostasse das respostas, ele te dava soco. Depois da palmatória, eu fui pro pau-de-arara.

Dá pra relembrar?
Dilma – Mandaram eu tirar a roupa. Eu não tirei, porque a primeira reação é não tirar, pô. Eles me arrancaram a parte de cima e me botaram com o resto no pau-de-arara. Aí começou a prender a circulação. Um outro xingou não sei quem, aí me tiraram a roupa toda. Daí depois me botaram outra vez.

Com choques nas partes genitais, como acontecia?
Dilma – Não. Isso não fizeram. Mas fizeram choque, muito choque, mas muito choque. Eu lembro, nos primeiros dias, que eu tinha uma exaustão física, que eu queria desmaiar, não agüentava mais tanto choque. Eu comecei a ter hemorragia.

Onde eram esses choques?
Dilma – Em tudo quanto é lugar. Nos pés, nas mãos, na parte interna das coxas, nas orelhas. Na cabeça, é um horror. No bico do seio. Botavam uma coisa assim, no bico do seio, era uma coisa que prendia, segurava. Aí cansavam de fazer isso, porque tinha que ter um envoltório, pra enrolar, e largava. Aí você se urina, você se caga todo, você…

Quanto tempo durava uma sessão dessas?
Dilma – Nos primeiros dias, muito tempo. A gente perde a noção. Você não sabe quanto tempo, nem que tempo que é. Sabe por quê? Porque pára, e quando pára não melhora, porque ele fala o seguinte:

“Agora você pensa um pouco”. Parava, me retiravam e me jogavam nesse lugar do ladrilho, que era um banheiro, no primeiro andar do DOI-Codi. Com sangue, com tudo.

Te largam. Depois, você treme muito, você tem muito frio. Você está nu, né? É muito frio. Aí voltava. Nesse dia foi muito tempo. Teve uma hora que eu estava em posição fetal.

Dá pra pensar em resistir, em não falar?
Dilma – A forma de resistir era dizer comigo mesmo: “Daqui a pouco eu vou contar tudo o que eu sei”. Falava pra mim mesmo. Aí passava um pouquinho.

E mais um pouco. E aí você vai indo. Você não pode imaginar que vai durar uma hora, duas. Só pode pensar no daqui a pouco. Não pode pensar na dor.

A sra. agüentou?
Dilma – Eu agüentei. Não disse nem onde eu morava. Não disse quem era o Max [codinome de Carlos Franklin Paixão de Araújo, então seu marido].

Não entreguei o Breno [Carlos Alberto Bueno de Freitas], porque tinha muita dó.

Vou dizer uma coisa que uma tupamara, presa com a gente, disse pra mim. A tupamara ficou até com lesão cerebral. Ela disse: “Sabe por que eu não disse, naquele dia, quem era quem? Porque eu era mulher do fulano de tal e queria provar que o uruguaio é tão bom quanto o brasileiro”.

Qual é o significado da frase?

Dilma – Que as razões que levam a gente a não falar são as mais variadas possíveis.

Quais foram as suas?

Dilma – Tinha um menino da ALN que chamava “Mister X”. Eu o vi completamente destruído. Não sei o que foi feito dele. Nunca vou esquecer o quadro em que ele estava. Primeiro, eu não queria que meus companheiros estivessem numa situação daquelas. Segundo, eu tinha medo que algum deles morresse.

Terceiro, porque teve um dia que eu tive uma hemorragia muito grande, foi o dia em que eu estive pior. Hemorragia, mesmo, que nem menstruação. Eles tiveram que me levar para o Hospital Central do Exército. Encontrei uma menina da ALN.

Ela disse: “Pula um pouco no quarto para a hemorragia não parar e você não ter que voltar”.

Palmatória, pau-de-arara, choque. O que mais?
Dilma – Não comer. O frio. A noite. Eles te botam na sala e falam: “Daqui a duas horas eu volto pra te interrogar”. Ficar esperando a tortura. Tem um nível de dor em que você apaga, em que você não agüenta mais. A dor tem que ser infligida com o controle deles. Ele tem que demonstrar que tem o poder de controlar tua dor.

E o torturado?

Dilma – O jogo é jamais revelar pra ele o que você acha. Ele não pode saber o que você pensa e ele nunca pode achar que você só fala depois de apanhar. Jamais. É melhor você não deixar ele perceber que te tira informação por tortura. Tem que ter uma história.

O ruim é quando a sua história rui, por qualquer motivo. Ele acha que você mentiu. Se ele achar que você mentiu, você está roubada. Ele descobriu qual é o jogo. Quando você volta, e é por isso que voltar é ruim, ele diz: “Você mentiu, pô, o negócio é que você mente”.

A sua história caiu?

Dilma – Uma vez caiu tudo, mas aí era tarde demais. Caiu tudinho da Silva. Porque eu dizia que o meu marido tinha seqüestrado o avião e que, se eu não tinha saído com ele, é que eu era uma pessoa que não sabia de nada, que, se soubesse, teria ido junto.

Aí eles descobrem que eu era da direção da VAR, e que portanto era impossível não saber do seqüestro. Tava zebrado. Aí tem que falar: “Não, eu era da direção, mas estava separada dele”. Se a sua história cai, você está roubado.

O que é que ajuda, nesses momentos?

Dilma – Se eu tivesse ficado sozinha na cadeia, teria muito mais problemas. Devo grande parte de ter superado, absorvido e em alguns momentos chegado até a ironizar a tortura, para agüentar, às minhas companheiras. Eu lembro do povo do [presídio] Tiradentes, que esteve comigo.

De algum momento em particular?

Dilma – Quando alguma de nós era chamada para o repique, que era voltar à Oban, havia um processo de contágio, de medo, e de uma identificação muito forte entre nós.

Como forma de ter controle da situação, a gente dessolenizava. Então, tinha uma variante de grito de guerra. Não mostra que a gente foi heroína, coisíssima nenhuma, e não é nesse sentido. Mas foi a tentativa mais humana de dominar o indizível, que era dizer:

“Fulana, não liga não, se você for torturada a gente denuncia”. E ria disso, pela ironia absoluta que é. O que é que adianta denunciar? Para torturado, o que é que adianta?

Mas a gente gritava isso na hora que a pessoa estava saindo da cela, como uma forma de manter o nível de controle sob seu destino, que você não tinha. Você não sabia para onde você ia ou para onde a sua companheira ia.

Que balanço a sra. faz da experiência desse período?

Dilma – Não daria certo. A gente fez uma análise errada. Achamos que a ditadura estava em crise, e estava iniciando o “milagre” [econômico].

A gente não percebeu em que condições a atuava. Se a gente tivesse feito uma análise correta da realidade, se tivesse visto o que estava acontecendo…

Mas a gente não percebeu, apesar da retórica, qual era o nível de endurecimento político e de repressão que eles iam desenvolver.

O que dizia a retórica?
Dilma – A gente achava que o negócio era uma guerra revolucionária prolongada, ou era um processo de guerrilha urbana, no momento em que o sistema estava em expansão ou ia começar uma baita expansão e o endurecimento pesado.

Não se esqueça que no meio de 69 tem a Junta Militar, e daí para a frente você tem talvez o período mais pesado da ditadura, que é o período Médici. É o prende, prende, mata, mata. Numa situação dessas, nós estávamos muito isolados, talvez umas 240 pessoas.

O que é que eles fizeram? Eles nos cercaram, desmantelaram, e uma parte mataram. Foi isso que eles fizeram conosco. Eles isolaram a gente e mataram.

E por que se avaliou tão mal?
Dilma – De uma certa forma, a gente tinha um modelo na cabeça. De todo forma, eu acho que a minha geração tem um grande mérito, que é o negócio da Var-Palmares: “Ousar Lutar, Ousar Vencer”.

Esse lado de uma certa ousadia. A gente tinha uma imensa generosidade e acreditávamos que era possível fazer um Brasil mais igual. Eu tenho orgulho da minha geração, de a gente ter lutado e de ter participado de todo um sonho de construir um Brasil melhor.

Acho que aprendemos muito. Fizemos muita bobagem, mas não é isso que nos caracteriza. O que nós caracteriza é ter ousado querer um país melhor.